quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Fomento: Paraná ganha sua primeira indústria aeronáutica com financiamento do BRDE

As forças armadas brasileiras têm dois grandes projetos em andamento. Da parte da Aeronáutica, a renovação fa frota de jatos de combate permitirá offsets e transferências de tecnologia sem precedentes; além disso, as 3 forças têm pedidos de mais de 50 aeronaves de asas rotativasjunto à Helibras (Eurocopter), situada no sul de Minas Gerais. Um sinal de que o Paraná também pode se aproveitar do crescimento da indústria aeroespacial é o anúncio do financiamento do BRDE à empresa GME Aerospace. Sendo a primeira indústria da RMC a conseguir financiamento junto ao BRDE para fornecer à indústria aeroespacial. 

A indústria metalmecânica do estado deve observar este movimento com atenção, já que este é um "sinal fraco" de que há movimentos importantes ocorrendo no setor e podem ser alavancados se identificados à tempo.
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Fonte:  Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul




Paraná ganha sua primeira indústria aeronáutica com financiamento do BRDE
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciou ontem a liberação de um crédito de R$ 16 milhões para a GME Aerospace Indústria de Material Composto Ltda, instalada em São José dos Pinhais, município da região metropolitana de Curitiba. A empresa é de origem italiana, tratando-se da primeira fornecedora da indústria aeronáutica a se instalar no estado. Segundo o presidente da GME, Erminio Ceresa, a empresa vai produzir peças e conjuntos para fabricantes instalados no Brasil como a Embraer (Legacy) e a Eurocopter (Helibrás), e também disputar o mercado com fornecedores da européia Airbus.
Segundo o Diretor Presidente do BRDE, Airton Carlos Pissetti, o crédito aprovado pelo BRDE faz parte de um investimento total de R$ 37,5 milhões por parte da empresa no projeto que vai fabricar conjuntos que constituem partes primárias de aeronaves como, por exemplo, portas e carenagens e mesmo estruturas de controle do avião como ailerons, flaps, empenagens vertical e horizontal, leme e profundor.
“Também está associado a este projeto a manutenção, pela empresa, de uma escola com capacidade para 50 alunos, dentro de um programa de capacitação e formação para jovens de baixa renda da região, com duração entre 2 a 3 anos. Estes jovens vão aprender a trabalhar com tecnologias muito modernas e sofisticadas”, informou Pissetti.
A grande oportunidade de mercado da GME, para o diretor da área de Planejamento do BRDE, José Moraes Neto, está no fato de oferecer uma solução integrada para clientes como a Embraer, com subconjuntos montados com peças fabricadas na mesma indústria. “No modelo atual, a Embraer usa peças de várias empresas e faz a montagem com custos maiores de logística e dificuldades de gestão da qualidade e dos processos”, explicou ele.
O Diretor de Planejamento informou ainda que os recursos serão utilizados na construção da planta para usinagem, confecção e acabamento de componentes metálicos, de compostos leves e de conjuntos prontos para a indústria aeronáutica. “Isso irá capacitar o parque industrial paranaense em uma tecnologia de ponta e de precisão nas áreas de mecânica e de processamento de ligas metálicas especiais”, explicou. No total, a expansão da GME irá gerar 220 novos empregos.

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