sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Estratégia: Usiminas reforça estrutura para crescer com pré-sal

Usiminas Cubatão: fábrica de módulos será construída em terreno adicional de 200 mil m2A indústria siderúrgica mundial há muito percebeu que as economias de escala e escopo são a chave para o sucesso. Não seria diferente para o caso da Usiminas, que expandiu suas operações ao longo de toda a cadeia de valor. A peculiaridade da siderurgia hoje é que os elos da cadeia que têm maior rentabilidade são a mineração e o beneficiamento, logo, os movimentos das siderúrgicas para frente e para trás da cadeia. Agora mais um anúncio de integração para frente por parte da Usiminas: uma unidade de beneficiamento para a indústria offshore e naval.

As oportunidades deste segmento industrial são enormes também para a indústria metalmecânica paranaense, que tem muito a aproveitar. Os esforços de mobilização da indústria são capitaneados pelo Prominp, pela ONIP.

Leia a matéria na íntegra clicando no título
Fonte: Brasil Econômico


Usiminas reforça estrutura para crescer com pré-sal

Nivaldo Souza   (nsouza@brasileconomico.com.br)
08/02/10 10:04


Usiminas Cubatão: fábrica de módulos será construída em terreno adicional de 200 mil m2
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Siderúrgica investe em fábrica de módulos de aço para plataformas da Petrobras; estratégia é evoluir da oferta de commodity à de aço de alto valor agregado.

A Usiminas não quer ficar limitada a ser produtora da commodity aço e, para isso, está se preparando para subir nas plataformas de exploração do pré-sal com módulos de alta resistência.
A estratégia começa a tomar forma com a liberação de licenças ambientais conseguidas pela siderúrgica para instalar fábrica da Usiminas Mecânica em Cubatão. O investimento está orçado em US$ 200 milhões, com previsão para iniciar as operações no primeiro semestre de 2011.
"Nossa estratégia de negócios no longo prazo é, cada vez mais, agregar valor ao aço participando de nichos mais especializados, com um produto de alta qualidade. O conceito estratégico, portanto, é vender peças de aço com valor tecnológico e não commodity", indica o vice-presidente de negócios Sérgio Leite.
A nova unidade será construída em um terreno de 200 mil metros quadrados ao lado da planta da Usiminas no município da Baixada Santista. O projeto integra outros que a companhia executa a um custo de US$ 5,2 bilhões, com a meta de fazer com que 50% de sua produção de laminados seja comercializada como itens mais trabalhados até 2015, contra atuais 22%, incluindo módulos desenhados para plataformas de petróleo e gás, e painéis para navios.
"A expectativa é conseguirmos isso dentro do nosso cronograma de implantação da fábrica para atender às encomendas que virão da Petrobras num futuro próximo", afirma o superintendente de óleo e gás da Usiminas Mecânica, Carlos Alberto Schneider.
Petróleo no horizonte
A Usiminas está mirando o pré-sal como oportunidade para entrar no exigente mercado offshore (petróleo e gás), o que ao lado de um parceiro de peso como a Petrobras pode lhe servir de cartão de visitas na hora de bater na porta de outros gigantes do setor.
"Temos viajado com a Petrobras para dizer ao mundo que estamos juntos no pré-sal", afirma Sérgio Leite.
De acordo com o superintendente da Usiminas Mecânica, a empresa aguarda agora a definição da quantidade de plataformas que a estatal irá encomendar para explorar em alto-mar o campo de óleo.
Carlos Schneider calcula até 12 módulos por plataforma, ressaltando que a nova planta da siderúrgica poderá produzir 18 unidades simultaneamente.
"Algumas plataformas já estão previstas no plano da Petrobras, mais oito navios com cascos replicantes que serão transformados em plataformas flutuantes. Estamos falando de uma encomenda inicial de cem módulos", calcula.
Embora o executivo não informe a quantidade de aço necessária para a construção de cada módulo, o mercado estima 2,5 mil toneladas por unidade.
Se os cem módulos estimados por Schneider se confirmarem, a siderúrgica poderá fornecer 250 mil toneladas de aço. É de olho nesses números que a Usiminas já investiu R$ 222 milhões para ampliar em 350 mil toneladas de chapas grossas a capacidade da usina de Ipatinga.
O montante faz parte do R$ 1,05 bilhão que a empresa está aplicando por lá, sendo R$ 650 milhões em equipamentos com tecnologia de resfriamento acelerado que permitirá fabricar chapas de alta resistência para a indústria naval e petrolífera.
"Esse projeto vai nos permitir colocar no mercado chapas grossas no estado da arte em termos de produção. Será um produto direcionado exclusivamente para indústria de plataformas, tubos de grande diâmetro e indústria naval", assegura o vice-presidente Sérgio Leite.

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