"O emprego foi a variável que apresentou o melhor desempenho, com aumento contínuo, apontando uma variação de 31,24% em cinco anos. De 2002 a 2007, a População Economicamente Ativa (PEA) cresceu a uma taxa de 1,9% ao ano, já o emprego formal aumentou a 5,6% ao ano."
Outro dado importante: metade dos empregos foi gerado no setor de serviços, e dos que foram gerados na índústria, 88% está fora de Curitiba. Segundo o Ipardes, estes empregos criados no interor estão em setores que remuneram melhores salários e que têm maior intensidade tecnológica.
O ponto principal é o período analizado: 2002 a 2007. A pergunta que fica é: o que aconteceu apartir de 2008???
Veja a notícia na íntegra clicando no título.
Fonte: Diário Popular
Com base no Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM), que acompanha a evolução da situação econômica e social dos municípios paranaenses, verificou-se que o emprego e a renda foram importantes vetores de desenvolvimento dos municípios paranaenses, crescendo a taxas superiores àquelas apresentadas pela economia, como o Produto Interno Bruto (PIB).
O IPDM considera três eixos principais: saúde, educação, e trabalho e renda. Ele avalia o desempenho dos municípios como menor, regular, médio e maior. Em cinco anos, houve mais de 70% de evolução nos municípios do Estado. Em 2002, o Paraná detinha 198 municípios, ou seja, 50%, agrupados nos indicadores de menor desempenho. Em 2007, 14%, que corresponde a 56 municípios, encontravam-se nesta situação.
Analisando apenas as dimensões salário médio, emprego formal e renda agropecuária, verificou-se que o crescimento dos salários foi o que mais pesou no componente emprego e renda.
Considerando-se apenas os rendimentos vindos do trabalho, segundo dados da PNAD, entre 2002 e 2007, a massa de rendimentos cresceu 34,6% em termos reais (descontada a inflação), contra um crescimento do PIB da ordem de 21,8% no mesmo período.
O crescimento da massa salarial deveu-se principalmente à política de valorização do salário mínimo, que teve um crescimento real de 42%, reforçado pela instituição do piso mínimo regional no Paraná, a partir de 2006. A pesquisadora do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), Gracia Besen, destaca que o maior impacto se deu sobre os trabalhadores que possuem renda e benefícios previdenciários vinculados ao salário mínimo.
Já os salários mais altos não acompanharam o mesmo nível de crescimento do mínimo. ?Possivelmente o crescimento salarial não foi acompanhado nas atividades que envolvem maior conteúdo tecnológico e de conhecimento, até porque essas atividades já remuneram com maiores salários?, observou Gracia.
O emprego foi a variável que apresentou o melhor desempenho, com aumento contínuo, apontando uma variação de 31,24% em cinco anos. De 2002 a 2007, a População Economicamente Ativa (PEA) cresceu a uma taxa de 1,9% ao ano, já o emprego formal aumentou a 5,6% ao ano.
Quase a metade do crescimento do emprego formal no Estado no período entre 2002 e 2007 aconteceu no setor de serviços de apoio às atividades produtivas junto com a indústria de transformação. Dos novos empregos da indústria de transformação, 88% foram gerados fora de Curitiba, com destaque para as regiões norte e noroeste.
A indústria de transformação destaca-se pelo crescimento relativo (42%) e pelo aumento absoluto (170,5 mil) do emprego, quase da mesma magnitude do crescimento apresentado pelo comércio e serviços pessoais (172,2 mil).
Para o pesquisador Paulo Delgado, também do Ipardes, esta performance do setor industrial associa-se, de um lado, à diversificação da estrutura industrial da Região Metropolitana de Curitiba e, de outro, à consolidação e expansão de atividades industriais tradicionais e de algumas atividades embrionárias de maior conteúdo tecnológico no interior do Estado.
?Verificamos um bom crescimento do emprego em indústrias do interior do Estado que empregam maior tecnologia, como a farmacêutica, química, metal-mecânica e instrumentos e equipamentos médico-odontológicos. Estes empregos certamente ocupam pessoas mais qualificadas e com maiores salários ampliando a renda fora da capital?, apontou Delgado.
ECONOMIA - Os aumentos de salário e emprego refletem também o desempenho da economia do Paraná. Nesta década, a indústria paranaense ampliou sua participação no Valor da Transformação Industrial (VTI) do Brasil, passando de 5,93%, em 2001, para 6,98%, em 2007. Em 2006, a renda gerada pela indústria fez com que o Estado passasse a ocupar a quarta colocação entre as unidades da federação, ultrapassando o Rio Grande do Sul, que até então integrava o grupo das quatro maiores economias industriais.
Em relação ao Valor Bruto da Produção, depois de uma queda no período 2002/2005, devido a problemas de estiagem em algumas regiões do Estado, o VBP voltou a apresentar, entre 2005 e 2007, forte crescimento (20,51%). A contribuição positiva foi ampliada de 139 para 225 municípios. Este resultado reflete o bom nível dos preços das principais commodities agropecuárias do Estado e, principalmente, a recuperação do volume físico produzido, comparativamente à situação de crise vivida em 2005.
Nenhum comentário para “Economia: Emprego e renda foram importantes para o crescimento dos municípios”
Leave a reply