segunda-feira, 21 de junho de 2010

Unifor dará suporte à Fiocruz


Uma parceria firmada, ontem, entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a Unifor (Universidade de Fortaleza) busca promover a integração entre a academia e o setor produtivo para impulsionar o desenvolvimento da indústria farmacêutica no Estado. Ontem pela manhã, o coordenador do escritório da Fiocruz no Ceará, Carlile Lavor, visitou a Unifor para conhecer o projeto do Núcleo de Pesquisa e Ensino em Biologia Experimental, onde funcionará um biotério de produção de animais e experimentação de novos fármacos, que dará suporte às indústrias farmacêuticas que virão se instalar no Polo Industrial e Tecnológico da Saúde, no Eusébio, que também abriga uma unidade de pesquisa da Fiocruz. "É muito importante o desenvolvimento de pesquisa e tecnologia nas universidades para dar suporte à indústria. A Fiocruz - que trabalha com ensino, produção de medicamentos e pesquisa, tem muito interesse em apoiar a pesquisa e transferir o desenvolvimento para as indústrias. E a Unifor tem uma das melhores estruturas para desenvolver esse trabalho, com toda a área de saúde junta, formando um verdadeiro Centro, que favorece a pesquisa. Se (o projeto do Núcleo) nasce aqui, temos certeza que nasce bem", observou Lavor...

Fonte:
 Diário do Nordeste



Recursos

Com investimentos totais da ordem de R$ 22 milhões, sendo cerca de R$ 12 milhões referentes ao custo da estrutura física - área de 2.000 m² com três pavimentos (térreo, 1º e 2º andares) - o novo Núcleo irá produzir inicialmente até 3.000 animais por mês para consumo próprio em pesquisas laboratoriais. Posteriormente, a produção será ampliada, podendo chegar a 10 mil espécies/mês, visando à venda de animais para outros centros de pesquisa e universidades. O Núcleo terá capacidade de manter até três mil animais em gaiolas para experimentos. "Os animais produzidos no Biotério da Unifor serão comercializados a partir de R$ 500,00, podendo alguns deles chegarem ao preço de mil reais. Por isso vamos produzir embriões", explica o professor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Renato Azevedo Moreira, químico pós-doutor em Bioquímica, que participa da coordenação do projeto. De acordo com a reitora da Unifor, professora Fátima Veras, a intenção é de que o projeto seja autossustentado.

"O investimento da Unifor é necessário para que nossos cursos da área de saúde tenham cada vez mais excelência, mas o Biotério não vai se prender a essa exigência. Vamos produzir também para atender a outros centros. A Fundação investiu R$ 22 milhões na construção desse complexo. Ele ser autossustentável é condição básica", diz.

Investimento"A Fundação investiu R$ 22 milhões na construção desse complexo"
Fátima Veras
Reitora da Universidade de Fortaleza

"A Unifor tem uma das melhores estruturas para desenvolver esse trabalho"
Carlile Lavor
Coordenador do escritório da Fiocruz no Ceará

REDE DE BIOTÉRIOS
Estado quer ser autossuficienteA ideia é criar uma rede de biotérios nas universidades, evitando a duplicação de gastos e esforços na área
O Governo do Estado pretende criar uma rede de biotérios no Ceará, aproveitando o atual investimento da Unifor e as estruturas já existentes da UFC, Uece e demais universidades do sistema estadual de ensino superior. O objetivo é buscar a autossuficiência na produção de animais para pesquisas.

"Queremos perseguir isso. Sermos autossuficientes em uma década. Ainda mais com a perspectiva de atendermos à demanda proporcionada pela instalação do Polo Industrial da Fiocruz, com cerca de 16 empresas, inicialmente", revelou o professor Tarcísio Pequeno, presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).

Para isso, ontem, foi criado um grupo de trabalho, composto por profissionais de todas as instituições de ensino envolvidas no programa, para produzir um projeto da rede de biotérios. "Estamos dando o primeiro passo, estabelecendo diretrizes e levantando a infraestrutura atual das condições dos biotérios existentes", afirmou a coordenadora do grupo, professora Valdenize Tiziani.

Para o presidente da Funcap, as instituições cearenses não podem duplicar gastos e esforços. "Elas vão trabalhar se complementando. É preciso capacitar profissionais, além de realizar obras de ampliação. A Unifor, por exemplo, já está bem adiantada, através de investimentos próprios na construção de seu biotério", revelou Pequeno.

A previsão da Universidade de Fortaleza é de que o prédio fique pronto em setembro, devendo entrar em pleno funcionamento até o fim de dezembro, quando já devem estar instalados todos os equipamentos importados necessários ao início dos trabalhos.

Para a diretora do CCS, professora Rita Moura, a iniciativa da alavanca a área de pesquisa farmacológica no Estado, sendo estratégica para o desenvolvimento desse setor no Ceará e no Nordeste. "Será um centro de referência para pesquisas de grande porte. E a vinda da Fiocruz para cá é outro elemento de ativação do desenvolvimento fármaco no nosso Estado".

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