Fonte: Jornal do Comércio
O primeiro é estabelecer um conjunto de relações políticas entre os estados e governo federal. O segundo aspecto prevê a utilização de mecanismos do Estado para fortalecer o setor. "Por exemplo, através de uma política de qualificação técnica de mão de obra e de indução à pesquisa, de linhas de investimento e de compras do próprio Estado, privilegiando assim o tipo de indústria que queremos incentivar", especificou o candidato. Por fim Tarso reiterou a importância de identificar qual o tipo de intervenção se pode fazer nos órgãos de financiamento nacional para dar sustentabilidade ao setor.
O candidato ressaltou que não é possível ter uma base industrial forte sem a produção de bens de capital. "O Estado pode fazer isso com determinadas induções fiscais e tributárias, com políticas de formação e estímulos à exportação, redução de importação de determinados bens, tudo contextualizado em um conjunto de ações."
Tarso apresentou o desenvolvimento regional como principal estratégia, sustentada pela agricultura familiar e a inclusão social no campo por meio de financiamentos, permitindo, paralelamente, o fortalecimento da indústria.
O petista mostrou que a ligação entre desenvolvimento regional e setor de maquinários e equipamentos pode ocorrer, por exemplo, via Fundopem - programa de incentivo fiscal do governo - para alocar indústrias em determinadas regiões, que terão capacidade de integração com uma nova base industrial ou com as já tradicionais economias agropecuárias. Tarso ainda enfatizou a importância de escolas técnicas e universidades no Interior, pulverizando a pesquisa e conhecimento técnico.
Pauta de empresários é voltada ao governo federal
Ainda que tenha sido uma reunião para ouvir um candidato ao governo do Estado, o assessor econômico da Abimaq Mario Bernardini apresentou demandas e críticas direcionadas ao governo federal.Bernardini falou da alta taxa de juros, da falta de investimentos e financiamentos, e de medidas que precisam ser tomadas, como a reforma tributária e desoneração das exportações.
Ele também reivindicou a redução do custo Brasil e um câmbio mais adequado.
De acordo com o assessor da Abimaq, a locomotiva que deve puxar o desenvolvimento do País está na produção, através de obras para a expansão da infraestrutura.
Ao defender uma visão de estratégia para o desenvolvimento, ele criticou o Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) por ser uma "coleção de obras" que não são estruturantes para a logística. "O Brasil precisa urgentemente aparelhar a infraestrutura nos portos, ferrovias, transporte e hidrovias."
Embora não tenha havido confronto direto de ideias, o candidato Tarso Genro (PT) manifestou concordância com grande parte da exposição.
Ao final do encontro, o representante da Abimaq Marcus Coester entregou uma carta ao candidato petista, com uma síntese das reivindicações e propostas do setor.
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