Fonte: Gazetaonline
23/05/2010 - 14h08 (Denise Zandonadi - A Gazeta)
Só este dado já mostra claramente a participação da indústria capixaba, principalmente a do setor metalmecânico que, além de bens e equipamentos, vem fornecendo também serviços. Empresas como Columbia Tecnologia, União Engenharia, Imetame, Tereme, Itamil, entre outras, fornecem materiais, equipamentos complexos, mas também serviços.
A Columbia Tecnologia, segundo seu diretor presidente, Marcos Pegoretti, venceu sua primeira licitação internacional, promovida pela Petrobras. Na disputa com grandes fornecedores internacionais, ganhou o direito de fornecer um tipo de tubo especial e específico para fazer a recirculação de água nos poços do campo de Albacora, na Bacia de Campos.
"Como a água tem um teor corrosivo muito grande precisamos de buscar um produto nos Estados Unidos e, ainda, desenvolver estudos junto com pesquisadores do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) para chegar a um tubo que atenda exatamente o que a empresa precisa. Mas, chegamos lá. A partir de agosto do próximo ano começaremos a fornecer estes tubos", explica Pegoretti.
Porto
Para o secretário estadual de Desenvolvimento, Márcio Félix, é preciso considerar que as descobertas agora não são mais só da Petrobras. Anadarko, Chevron, Devon e Shell já estão no litoral do Estado, mas há outras que ainda fazem pesquisas.
"Sabemos que o Porto de Vitória já está sendo usado para dar apoio a estas embarcações que levam suprimentos para plataformas exatamente porque não temos porto específico e suficiente para atender a toda a demanda".
As obras programadas para os próximos meses e anos demandarão bens, serviços e materiais das empresas locais. A oportunidade, acredita Márcio Félix, deve ser aproveitada, tanto em relação à Petrobras quanto às outras grandes empresas do setor.
Marcos fez tubo personalizado para a Petrobras
Depois de vencer a primeira licitação internacional promovida pela Petrobras, a Columbia Tecnologia, empresa instalada no Civit, com filial em Fundão, se prepara para fornecer tubos para o campo de Albacora, na Bacia de Campos. A empresa dirigida por Marcos Pegoretti começou fabricando peças para o setor metalmecânico. Hoje fabrica, com exclusividade, um tubo próprio para fazer a injeção de vapor em campos de petróleo. O vapor é injetado por dois ou até três meses por um tubo, depois este é substituído por outro que faz a extração do óleo pesado que foi "amolecido) pelo vapor injetado. A Columbia, que tinha uma unidade no Civit e em Fundão, agora tem duas plantas no Norte e quatro na Serra. "Nossos planos são de continuar crescendo e investindo no Estado", diz. A empresajá começa a manter contato com outras como a Jurong, que vai implantar um estaleiro em Aracruz e Mendes Júnior, que já atua em Barra do Riacho.
Investimentos até 2014 serão de R$ 40 bilhões
Considerando o que será investido no desenvolvimento da produção, nos gastos operacionais e o que será repassado em termos de royalties, serão aplicados no Espírito Santo, até 2014, R$ 40 bilhões somente no setor de petróleo, sem considerar as companhias estrangeiras. Este volume de dinheiro pode dar uma dimensão do que o segmento de energia vai receber nos próximos anos. Enquanto que de 2005 a 2009 a Petrobras investiu um total de R$ 15,8 bilhões no Estado, os recursos aplicados aqui no período de 2000 a 2004 foram de R$ 2,85 bilhões. Fornecedores de serviços do Estado já estão qualificados para vencer licitações onde entram grandes empresas na disputa. Este foi o caso da construção de estações de compressão de gás, ao longo do gasoduto que liga o Espírito Santo ao Rio de Janeiro e à Bahia. A empresa União Engenharia é responsável pela construção das estações.
Salvador vai fazer a primeira base de petróleo
A União Engenharia, empresa da qual Salvador Turco é o diretor-geral, já tinha atuação no setor metalmecânico e vinha prestando serviços para os setores de mineração, de siderurgia e de celulose. Chegar no segmento de petróleo e gás foi um pouco mais difícil, admite Salvador Turco, mas está sendo compensador. A primeira joint venture com uma empresa dos Estados Unidos permitiu, agora, concretizar o fornecimento de tubos e equipamentos para a Petrobras iniciar a produção de petróleo no campo de Tupi, onde está a maior reserva descoberta, até agora, na camada de pré-sal. Na semana passada, a União definiu mais uma parceria, com outra empresa norte-americana, a Edson Chouest Offshore, para a instalação de uma base de apoio logístico para plataformas de petróleo. Com investimento de R$ 300 milhões, as duas empresas querem montar uma base para atender as Bacias de Campos e Espírito Santo.
O segredo das empresas que chegaram lá
O segredo da Columbia Tecnologia e da União Engenharia, duas empresas genuinamente capixabas, é ter acreditado, desde sempre, na possibilidade de crescer junto com a indústria do petróleo. Elas souberam mostrar o seu trabalho de uma forma que se tornaram referência mundial. Por isso, já conseguiram firmar parcerias com várias empresas estrangeiras para desenvolver produtos e serviços na área de petróleo.
Há três anos, a Columbia se associou à norte-americana Weatherford para a fabricação de equipamentos. A União se juntou com State Oil para fabricação de equipamentos e agora fez parceria com Chouest, para construir a primeira base de petróleo do Estado.
A Columbia cresceu 20% nos últimos dois anos, principalmente com os contratos obtidos no segmento do petróleo. Até cerca de dez anos atrás, a empresa atuava com metalmecânica e fornecia equipamentos de calderaria, inclusive para a Petrobras.
A partir de um desafio feito pela Petrobras, a empresa passou a fornecer tubos para injeção de vapor nos campos terrestres no Norte do Estado. Hoje, a Columbia tem contratos com a unidade da Petrobras da Bahia, Rio Grande do Norte e Amazonas.
Ela fornece não só tubos para injeção de vapor nos campos em terra, como também slotted liner, que são tubos com cortes a laser para produção de petróleo em campos no mar. Estes tubos permitem a extração do óleo com controle da areia que normalmente vem junto com o petróleo extraído.
Já a União Engenharia, fundada em 1978, fez toda a Estação de Compressão de Gás (Ecomp) da Petrobras em Anchieta, acaba de entregar para Petrobras um equipamento gigante para a exploração no campo de Tupi, onde está a maior reserva descoberta, até agora, na camada de pré-sal.
A Columbia Tecnologia, segundo seu diretor presidente, Marcos Pegoretti, venceu sua primeira licitação internacional, promovida pela Petrobras. Na disputa com grandes fornecedores internacionais, ganhou o direito de fornecer um tipo de tubo especial e específico para fazer a recirculação de água nos poços do campo de Albacora, na Bacia de Campos.
"Como a água tem um teor corrosivo muito grande precisamos de buscar um produto nos Estados Unidos e, ainda, desenvolver estudos junto com pesquisadores do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) para chegar a um tubo que atenda exatamente o que a empresa precisa. Mas, chegamos lá. A partir de agosto do próximo ano começaremos a fornecer estes tubos", explica Pegoretti.
Porto
Para o secretário estadual de Desenvolvimento, Márcio Félix, é preciso considerar que as descobertas agora não são mais só da Petrobras. Anadarko, Chevron, Devon e Shell já estão no litoral do Estado, mas há outras que ainda fazem pesquisas.
"Sabemos que o Porto de Vitória já está sendo usado para dar apoio a estas embarcações que levam suprimentos para plataformas exatamente porque não temos porto específico e suficiente para atender a toda a demanda".
As obras programadas para os próximos meses e anos demandarão bens, serviços e materiais das empresas locais. A oportunidade, acredita Márcio Félix, deve ser aproveitada, tanto em relação à Petrobras quanto às outras grandes empresas do setor.
Marcos fez tubo personalizado para a Petrobras
Depois de vencer a primeira licitação internacional promovida pela Petrobras, a Columbia Tecnologia, empresa instalada no Civit, com filial em Fundão, se prepara para fornecer tubos para o campo de Albacora, na Bacia de Campos. A empresa dirigida por Marcos Pegoretti começou fabricando peças para o setor metalmecânico. Hoje fabrica, com exclusividade, um tubo próprio para fazer a injeção de vapor em campos de petróleo. O vapor é injetado por dois ou até três meses por um tubo, depois este é substituído por outro que faz a extração do óleo pesado que foi "amolecido) pelo vapor injetado. A Columbia, que tinha uma unidade no Civit e em Fundão, agora tem duas plantas no Norte e quatro na Serra. "Nossos planos são de continuar crescendo e investindo no Estado", diz. A empresajá começa a manter contato com outras como a Jurong, que vai implantar um estaleiro em Aracruz e Mendes Júnior, que já atua em Barra do Riacho.
Investimentos até 2014 serão de R$ 40 bilhões
Considerando o que será investido no desenvolvimento da produção, nos gastos operacionais e o que será repassado em termos de royalties, serão aplicados no Espírito Santo, até 2014, R$ 40 bilhões somente no setor de petróleo, sem considerar as companhias estrangeiras. Este volume de dinheiro pode dar uma dimensão do que o segmento de energia vai receber nos próximos anos. Enquanto que de 2005 a 2009 a Petrobras investiu um total de R$ 15,8 bilhões no Estado, os recursos aplicados aqui no período de 2000 a 2004 foram de R$ 2,85 bilhões. Fornecedores de serviços do Estado já estão qualificados para vencer licitações onde entram grandes empresas na disputa. Este foi o caso da construção de estações de compressão de gás, ao longo do gasoduto que liga o Espírito Santo ao Rio de Janeiro e à Bahia. A empresa União Engenharia é responsável pela construção das estações.
Salvador vai fazer a primeira base de petróleo
A União Engenharia, empresa da qual Salvador Turco é o diretor-geral, já tinha atuação no setor metalmecânico e vinha prestando serviços para os setores de mineração, de siderurgia e de celulose. Chegar no segmento de petróleo e gás foi um pouco mais difícil, admite Salvador Turco, mas está sendo compensador. A primeira joint venture com uma empresa dos Estados Unidos permitiu, agora, concretizar o fornecimento de tubos e equipamentos para a Petrobras iniciar a produção de petróleo no campo de Tupi, onde está a maior reserva descoberta, até agora, na camada de pré-sal. Na semana passada, a União definiu mais uma parceria, com outra empresa norte-americana, a Edson Chouest Offshore, para a instalação de uma base de apoio logístico para plataformas de petróleo. Com investimento de R$ 300 milhões, as duas empresas querem montar uma base para atender as Bacias de Campos e Espírito Santo.
O segredo das empresas que chegaram lá
O segredo da Columbia Tecnologia e da União Engenharia, duas empresas genuinamente capixabas, é ter acreditado, desde sempre, na possibilidade de crescer junto com a indústria do petróleo. Elas souberam mostrar o seu trabalho de uma forma que se tornaram referência mundial. Por isso, já conseguiram firmar parcerias com várias empresas estrangeiras para desenvolver produtos e serviços na área de petróleo.
Há três anos, a Columbia se associou à norte-americana Weatherford para a fabricação de equipamentos. A União se juntou com State Oil para fabricação de equipamentos e agora fez parceria com Chouest, para construir a primeira base de petróleo do Estado.
A Columbia cresceu 20% nos últimos dois anos, principalmente com os contratos obtidos no segmento do petróleo. Até cerca de dez anos atrás, a empresa atuava com metalmecânica e fornecia equipamentos de calderaria, inclusive para a Petrobras.
A partir de um desafio feito pela Petrobras, a empresa passou a fornecer tubos para injeção de vapor nos campos terrestres no Norte do Estado. Hoje, a Columbia tem contratos com a unidade da Petrobras da Bahia, Rio Grande do Norte e Amazonas.
Ela fornece não só tubos para injeção de vapor nos campos em terra, como também slotted liner, que são tubos com cortes a laser para produção de petróleo em campos no mar. Estes tubos permitem a extração do óleo com controle da areia que normalmente vem junto com o petróleo extraído.
Já a União Engenharia, fundada em 1978, fez toda a Estação de Compressão de Gás (Ecomp) da Petrobras em Anchieta, acaba de entregar para Petrobras um equipamento gigante para a exploração no campo de Tupi, onde está a maior reserva descoberta, até agora, na camada de pré-sal.
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