Em Santa Catarina, o diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Hugo Ferreira, confirma o problema no segmento de peças, especialmente no nível operacional e também em áreas mais técnicas como as de engenharia e informática. Ele afirma que o aquecimento do mercado evidencia a debilidade de mão de obra...Fonte: ClickRBS
O caminho para sanar essa deficiência tem sido treinar as pessoas internamente, já que em momentos de grande demanda nem a ajuda de entidades como Senai e Sesi são suficientes para suprir a necessidade de pessoal.
“Outra forma de resolver seria não ter tantos altos e baixos no negócio, o que evitaria que as empresas precisassem demitir quando há um desaquecimento no mercado, mantendo a mão de obra treinada”, avalia Ferreira.
Na Rudolph Usinados, em Timbó, há dificuldades em encontrar operadores de máquinas e engenheiros mecânicos com especialização em usinagem. Para contornar o problema, a empresa oferece programas de estágio.
“Selecionamos estudantes de engenharia do último ano para atuar como estagiários e, no nível de produção, oferecemos cursos para os funcionários aprenderem metrologia e leitura e interpretação de desenhos”, diz a coordenadora de RH, Sheila Olaves Cunha.
Ela explica que, há alguns anos, era comum receber mais candidatos do que vagas disponíveis nos processos seletivos. Atualmente, é preciso realizar dois ou três dias de seleção para completar as vagas. Mesmo assim, isso nem sempre acontece. “No início de maio, abrimos 20 vagas, mas preenchemos 16. Agora, abrimos novamente, mas sabemos que é difícil, porque os candidatos chegam sem qualificação”, diz Sheila.
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