terça-feira, 18 de maio de 2010

Expo Xangai: aposta portuguesa na energia é acertada

Presidente da Ecoprogresso referiu que Portugal criou práticas no sector passíveis de transferir para a China


O destaque que Portugal dá à energia na Expo2010 faz sentido porque o país criou práticas no sector passíveis de transferir para a China, defendeu o presidente executivo da Ecoprogresso, empresa que cumpre três anos no mercado chinês


«A participação na Expo é sempre uma montra. Presumo que entidades relevantes da China vão estar presentes e sem dúvida que, a escolher um tema para levar à China, a energia parece-me uma aposta acertada», afirmou Ricardo Moita à agência Lusa.
«O mercado da China é um mercado em grande expansão. Se é uma forma de potenciar esse mercado, o tema do pavilhão está bem escolhido e é uma boa aposta», acrescentou o responsável da Ecoprogresso, a primeira empresa que, em Portugal, apostou no negócio das emissões de no carbono e das alterações climáticas.
Ricardo Moita realçou, no entanto, que a partir do momento em que a promoção de Portugal passa pelas energias renováveis, torna-se indispensável sustentar essa promoção em bases reais.
«As eólicas já fazem parte da tradição, já não há mais potência significativa a instalar em Portugal, está feito e encerrado. Passou a estar na secção do vinho do Porto e da cortiça. Se a energia é um assunto que queremos vender como marca, temos de continuar a olhar para a frente, falar da energia de ondas e de outro tipo de coisas mais para a frente», afirmou.
Ricardo Moita considerou que o enquadramento legal que Portugal deu às energias renováveis facilitou a disseminação, em pouco tempo, deste tipo de energias.
«Este tipo de entendimento e de regras de mercado para possibilitar essa instalação são coisas que podem ser facilmente transpostas para o mercado chinês. Mesmo que sejam contextos diferentes, haveria grandes mais-valias para a China em permitir, nomeadamente, uma maior liberalização do mercado de energia», sustentou.
Com dez projectos na China, na sua maioria integrados na carteira do Lusocarbonfund, que tem como accionistas o Banco Espírito Santo, o Banif Investment Banking e a Fomentinvest, a Ecoprogresso é também uma das poucas empresas portuguesas com escritório na China.
Numa avaliação da presença da Ecoprogresso no mercado chinês, Ricardo Moita considera que as perspectivas de médio prazo são boas e para continuar.
«É um mercado que ainda tem enorme potencial e alguma capacidade de expansão nesta área das energias e, em particular, das renováveis. É claramente um mercado com futuro, e que vai continuar durante muitos anos», considerou.
Portugal investiu cerca de dez milhões de euros para apresentar em Xangai um pavilhão com cerca de dois mil metros quadrados, onde se esperam cerca de três milhões de visitantes. As apostas do pavilhão português, para além da energia, vão para o turismo e para os materiais de construção, bem como têxteis, vinhos e azeites.

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