Walmart tem sua parcela de má fama principalmente no que diz respeito a política de recursos humanos. (Os filmes do Michael Moore não ajudaram também). Como parte da campanha de revitalização da marca, o Walmart aceitou a bandeira da sustentabilidade e alguns sinais já são sentidos no Brasil. Aproveitando de sua expertise única em gestão da cadeia de suprimentos, o Walmart desenvolveu conjuntamente com fornecedores de peso, como Procter & Gamble e Jonhson & Jonhson, produtos de reduzido impacto ambiental. Apesar de se somente um piloto, acredita-se que este seja um "sinal fraco" de ruptura na indústria. A agressividade do Walmart pode se fazer prensente se ele começar a usar de sua força e escala e exigir cada vez mais práticas de sustentabilidade de seus fornecedores.Veja a notícia na íntegra clicando no título.
Fonte: ABRASNET
Nos próximos dias, os clientes que fizerem compras nas lojas Walmart vão encontrar em destaque nas gôndolas uma série de produtos de marcas conhecidas, aparentemente iguais aos que está acostumado a consumir, porém com um diferencial: foram desenvolvidos de forma a reduzir o impacto no meio ambiente. São dez itens com embalagem reduzida, feitos de fontes renováveis, com melhoria nos processos produtivos, que diminuem o uso de água, de energia elétrica e de outros fatores.
Os produtos fazem parte do projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta, lançado pela rede varejista dentro da política de valorizar a bandeira ambiental em todas as suas iniciativas. Além de lojas mais eficientes, programas de reciclagem de lixo e reuso de água, o Walmart incentiva seus fornecedores a também desenvolver produtos mais verdes. “Nossa idéia foi levar a cadeia de suprimentos a dar um novo salto nesse rumo”, afirmou o presidente do Walmart Brasil, Héctor Núñez, no lançamento do programa.
Os produtos que integraram o projeto são o achocolatado Toddy Orgânico, da Pepsico; a água Pureza Vital, da Nestlé; o amaciante Comfort Concentrado, da Unilever; o Band-Aid, da Johnson&Johnson; o desinfetante Pinho Sol, da Colgate-Palmolive; a esponja e banho PonjitaNaturais Curauá, da 3M; a fralda Pampers Total Comfort, da Procter&Gamble; o Matte Leão Orgânico, da Coca-Cola; a linha de óleos vegetais Liza, da Cargill; além do sabão TopMax, marca própria do Walmart (fabricado pela indústria gaúcha Bertolini).
O papel da Walmart foi fornecer suporte técnico, representado pelo Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea), ligado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) do governo de São Paulo para todo o processo de desenvolvimento do produto, avalizando os resultados. Além disso, a rede ofereceu garantia de compra, visibilidade e exposição diferenciada.
Segundo Núñez, por enquanto, esses produtos estão sendo lançados em escala experimental, para ver a receptividade do público. Ele não quis dizer se terão preços acima dos outros. Mas garantiu que, se o projeto for aceito e ganhar escala, como ele acredita, eles certamente terão um preço mais baixo porque o processo de produção foi mais eficiente. “Nosso objetivo agora é ampliar o alcance do projeto para os demais fornecedores. Temos a expectativa de incluir mais dez na próxima edição”, afirmou.
A maior parte dos novos produtos trazem investimentos em processos de produção mais eficientes, mas alguns se destacaram pela originalidade. A esponja de banho, por exemplo, teve como base o desenvolvimento de um produto novo focando o uso de fontes renováveis (fibras naturais) e a fibra sintética reciclada. E o sabão TopMax reutiliza resíduos de óleo de cozinha coletado por clientes, funcionários e parceiros da Walmart.
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