quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Estratégia: Usiminas pode instalar o 3º forno de reaquecimento

Sinais de reaquecimento da economia são sempre bem vindos. No caso da siderurgia, o pior que pode acontecer é abafar um altoforno, pois além de dispendioso para abafar (o que significa colocar o altoforno em "hibernação"), significa que a capacidade de produção da siderúrgica será reduzida drasticamente.
Por outro lado, reaquecer um altoforno é o principal evento de que novos pedidos estão entrando em carteira.

Veja a notícia na íntegra clicando no título.
Fonte: Diário do Comércio (MG)

Investimento previsto em balanço.
BRUNO PORTO.
ERIC GONÇALVES
O aporte faria parte dos planos de expansão da planta da siderúrgica instalada em Ipatinga, no Vale do Aço
O aporte faria parte dos planos de expansão da planta da siderúrgica instalada em Ipatinga, no Vale do Aço
O próximo passo da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas) para execução de seu plano de expansão das operações em Ipatinga, no Vale do Aço, será a instalação de um terceiro forno de reaquecimento de chapas grossas. A informação foi veiculada pela agência de notícas chinesa Metal Bulletin e confirmada no site da empresa francesa Fives Stein, que seria a fornecedora da tecnologia.

Procurada pela reportagem, a Usiminas, por meio de sua assessoria de imprensa, preferiu não se manifestar sobre o assunto. No entanto, o balanço financeiro da companhia já apontava para investimentos na área de chapas grossas como forma de atender as exigências dos projetos do pré-sal.

Conforme a agência de notícias, o fornecedor do forno será um consórcio formado entre a francesa Fives Stein e a empresa Combustol Indústria e Comércio, sediada em São Paulo e com planta em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

O equipamento tem capacidade de reaquecimento de 130 toneladas por hora e conta ainda com um sistema diferenciado de funcionamento dos fornos. Os outros dois fornos de reaquecimento de chapas grossas da Usiminas também terão este novo sistema implantado, segundo a Metal Bulletin.

O planejamento da siderúrgica para expansão de sua unidade de laminação de chapas grossas possui objetivo de ampliar a capacidade de 500 mil toneladas anuais para 1,35 milhão de toneladas ao ano. Ainda segundo o balanço da empresa, a Usiminas está concentrando investimentos em nichos estratégicos do mercado para atender, inclusive com aços de alta resistência, os setores ligados a cadeia produtiva do pré-sal, tubos de grande diâmetro, plataformas marítimas e o segmento naval.

O Capex, segundo a empresa, é de R$ 1,050 bilhão até o quatro trimestre de 2012. No ano passado foram alocados recursos da ordem de R$ 222 milhões.


Cinco - A Fives Stein, que será a fornecedora do equipamento, atua, além da Europa, na Ásia e nas Américas com fornecimento de equipamentos para o setor de siderurgia. A outra integrante do consórcio, a Combustol, inaugurou no ano passado uma fábrica de fornos de reaquecimento no Centro Industrial de Contagem (Cinco).

Apesar de os efeitos da crise financeira global terem afetado diretamente os negócios da Usiminas, o mercado começa a apontar no sentido da recuperação para a companhia. Na semana passada, a empresa anunciou a reativação do alto-forno 1, em Ipatinga, abafado desde dezembro de 2008. O equipamento era o único que ainda estava inativo entre as grandes companhias do setor.

Conforme a nota divulgada pelo grupo siderúrgico, o religamento não está associado ao aumento da demanda por aços planos em níveis sustentados, mas foi motivado pela necessidade de reposição de estoques intermediários de placas. O equipamento produz 2,2 mil toneladas de ferro-gusa diariamente.

De acordo com o último balanço divulgado pela Usiminas, foi verificado crescimento gradual nos resultados no terceiro trimestre de 2009. O lucro líqüido da empresa totalizou R$ 454 milhões, o equivalente a crescimento de 23% na comparação com o período imediatamente anterior.

As vendas físicas da companhia passaram de 1,187 milhão de toneladas no segundo trimestre para 1,694 milhão de toneladas entre julho e setembro. Apesar disso, a companhia contabilizou queda de 69% no lucro líqüido nos primeiros nove meses do ano passado em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O resultado caiu de R$ 2,288 bilhões para R$ 711 milhões entre janeiro e setembro do exercício passado.

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