O aterro de Gramacho (RJ) ficou conhecido por ser mais parte do problema do lixo do que da solução. nos últimos anos, a prefeitura do Rio se mobilizou para resolver alguns pontos críticos do aterro, sendo o destaque, a usina de biogás. Agora, uma iniciativa inovadora será tomada. O aterro venderá gás para a refinaria Duque de Caxias (REDUC).
De vez em quando surgem notícias dão vida ao tema sustentabilidade, e esta é uma delas...
O metano retido no solo do Aterro Controlado de Gramacho, um dos maiores passivos ambientais da Região Metropolitana, vai ser transformado em energia. A Gás Verde S.A., formada por um consórcio de empresas de gestão ambiental, levará cerca de 75 milhões de metros cúbicos por ano do gás até a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) para alimentar os fornos da indústria. A Petrobras, que nesta segunda-feira assinou o contrato de compra do metano por 15 anos (prorrogáveis por mais cinco), vai comercializar o gás natural não mais utilizado pela Reduc. O volume economizado é equivalente a todo o consumo residencial anual de gás do estado. O acordo foi assinado nesta segunda em cerimônia no Palácio da Cidade. Retirado da atmosfera, o metano - 21 vezes mais nocivo que o dióxido de carbono para o aquecimento global - deve gerar ainda, durante o contrato, cerca de R$ 253,9 milhões em créditos de carbono. O valor pago pela Petrobras pelo gás não foi informado. Parte dos recursos será aplicada em projetos de auxílio aos catadores de lixo e de recuperação de mangues. O restante será dividido entre a concessionária, a Comlurb e as prefeituras do Rio e de Duque de Caxias. O prefeito Eduardo Paes comemorou a solução do passivo de Gramacho: - Por anos, o aterro foi tratado como o grande problema da Região Metropolitana. Hoje, temos a situação resolvida quando se esgotar a capacidade do aterro. O que era problema se tornou solução. A Gás Verde vai investir R$ 60 milhões para criar a infraestrutura necessária ao aproveitamento do gás na Reduc. A empresa construirá um duto de cerca de um quilômetro - distância que separa o aterro da indústria. Segundo a empresa, depois da desativação do aterro, o metano ainda pode ser aproveitado por 15 anos. Atualmente, o gás gerado por Gramacho é queimado na Usina de Biogás do aterro, para reduzir as emissões de carbono na atmosfera.
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