Pesquisa de indicadores industriais da CNI aponta uma queda no faturamento da indústria metal mecânica para o mês de novembro 2009. Tanto no comparativo com o mês anterior, quanto ao mês de novembro/08 quanto no período jan/nov 2009 vs jan/nov 2008, a indústria metalmecânica nacional ainda não retornou aos patamares pré-crise.
em termos de horas trabalhadas também á queda nos índices, independente do período analisado, embora em menor grau, assim como o emprego e massa salarial.
O que extrai-se destes indicadores é que a indústria metalmecânica, apesar de ter sofrido muito em termos de faturamento desde o início da crise, segurou a onda nas demissões. Sem dúvida, um sinal de que a crise não foi percebida tão fortemente pelos empresários, que optaram por manter a mão de obra a fim de melhor responder às oportunidades pós-crise.
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Fonte: Estadão
O setor de veículos automotores foi o que apresentou o maior incremento no faturamento real, de 39,1%, em novembro de 2009 ante novembro de 2008. O dado consta dos Indicadores Industriais, divulgados nesta quinta-feira, 21, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Logo após, vem o setor de outros equipamentos de transporte, com um aumento no faturamento de 27,3%; seguido de edição e impressão (+23,3%); papel e celulose (+14,7%); têxteis (+14,7%); produtos químicos (+14,2%); metalurgia básica (+11,4%); e couros e calçados (+10,1%). Em contrapartida, cinco setores ainda apresentam queda no faturamento real de novembro de 2009 na comparação com o mesmo mês de 2008. São eles: madeira (-19,8%), refino e álcool (-16,9%); material eletrônico e comunicação (-15,6%); produtos de metal (-6,5%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1%). Com relação às horas trabalhadas, o setor que apresentou maior variação, em novembro de 2009 ante novembro de 2008, foi o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+4,3%), seguido do setor de vestuário (+2,9%), produtos químicos (+2,5%), borracha e plásticos (+0,4%) e couros e calçados (+0,2%). Os demais setores apresentaram redução nas horas trabalhadas, sendo a maior variação no setor de madeira (-27,4%), material eletrônico e comunicação (-20,8%), máquinas e equipamentos (-14,9%), e metalurgia básica (-9,3%). Com relação ao emprego, houve recuo ainda para a maioria dos setores, com expansão no setor de refino e álcool (+1,4%), alimentos e bebidas (+1,2%), couros e calçados (+0,1%) e produtos químicos (+0,1%). O setor de madeira foi o que apresentou maior recuo no nível de emprego (-15%). A recuperação da massa salarial real atingiu metade dos setores industriais, em novembro de 2009, segundo os indicadores da CNI. A maior alta foi no setor de máquinas, aparelhos e material elétrico (+19,2%), seguido por veículos automotores (+14,5%), material eletrônico e comunicação (+8,4%), alimentos e bebidas (+7,7%); couros e calçados (+7,1%); produtos de metal (+5%); produtos químicos (+4,8%); móveis e diversos (+3,2%); e vestuário (+0,9%). O setor que teve maior queda na massa salarial real em novembro de 2009 em relação a novembro de 2008 foi o de papel e celulose (-13,7%), seguido pelo de edição e impressão (-11%), máquinas e equipamentos (-9,9%); refino e álcool (-9,5%). O indicador de utilização da capacidade instalada apresentou maior variação positiva no setor de couros e calçados, com um aumento de 3,6% em novembro de 2009 ante igual período de 2008. Em seguida, aparece o setor de borracha e plástico (+3,2%), produtos químicos (+2,7%); móveis e diversos (+2,4%); veículos automotores (+1,9%); material eletrônico e comunicação (+1,8%); alimentos e bebidas (+1,2%); edição e impressão (+1,2%). Já o setor de madeira apresentou queda de 8,5% na utilização da capacidade instalada, o de metalurgia básica recuou 6,2% e máquinas e equipamentos, 2,8%.

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