sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Economia: Produtividade e emprego

Como já comentamos no nosso blog, um dos indicadores mais importantes e menos falados da indústria é a produtividade, ou seja output/horas trabalhadas. o Artigo abaixo, publicado pelo Diário do Grande ABC dá um exemplo da importância da produtividade em uma indústria vitrine: a automobilística. De acordo com os cálculos feitos por eles, a produtividade nesta indústria cresceu exponencialmente (33 vezes) ao passo que o pessoal empregado cresceu apenas 9 vezes no nos últimos 50 anos.
no Brasil, o indicador que melhor reproduz a produtividade da indústria é gerado a partir dos dados doIBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física e Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, ou seja Produção Física/Horas Pagas.

Fonte: Diário do Grande ABC
clique no título para ler a matéria na íntegra.

Produtividade e emprego


Outros tempos foram aqueles em que a indústria automobilística tinha a fama de ser um maná de empregos. O setor fechou 2009, penúltimo ano do segundo mandato do presidente Lula, com produção de 3,185 milhões de veículos e quadro de 109.053 empregados. Feitas as contas, cada funcionário respondeu por 29,2 veículos montados.
Há dez anos, em 1999, no segundo mandato do presidente FHC, a indústria tinha outro perfil. Montou 1,357 milhão de veículos com 85,1 mil empregados. Cada trabalhador naquele ano deu conta de 15,9 veículos.Em 1989, ano em que o presidente Collor foi eleito (derrotando o metalúrgico Lula e chamando de carroças os carros brasileiros) as montadoras faziam 1,013 milhão de veículos com quadro de 118.360 funcionários - relação de 8,6 carros/ano por empregado.
No regime militar, em 1979, para produção de 1,128 milhão de veículos havia efetivo de 127.081 empregados, resultando em 8,9 veículos por funcionário, produtividade maior que em 1969, quando 61.059 funcionários fizeram 353,7 mil veículos (relação de 5,8 veículos por empregado). Em 1959, véspera da inauguração de Brasília, na gestão do presidente JK, a indústria automobilística, ainda engatinhando, para fazer 96.114 veículos utilizou 29.323 funcionários - uma produtividade então de 3,3 carros por funcionário.
Numa comparação estatística entre 2009 e 1959, decorridos 50 anos, tem-se que a produtividade de veículos cresceu 33 vezes enquanto o efetivo de empregados foi multiplicado por nove. Não se pode esquecer que a indústria automobilística, que antes fazia do pãozinho à limpeza predial com pessoal próprio, cada vez mais se concentra na criação, desenvolvimento e montagem final dos veículos, transferindo para uma rede de fornecedores aquilo que considera estranho ao seu core business.
Ainda assim, quem tem a indústria automobilística em seu território não abre mão. Quem não tem, faz de tudo para atrair a atividade, até porque ao seu redor, para facilitar a logística e redução de estoques, brota uma cadeia de produtos e serviços com consequências saudáveis para a geração de renda de valor da comunidade.

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